ESTJ-CM · O Organizador · Sereno e sincero
ESTJ-CM na amizade: como os ESTJ-CM fazem e mantêm amigos
ESTJ-CM faz e mantém amizades sendo extrovertido, prático, firme e organizado, sereno e modesto. A seguir: como isso aparece na prática, o que a pesquisa diz sobre personalidade e amizade, e os pontos de atrito com amigos diferentes de você.
Você é sociável, realista, direto e organizado. Gosta que as coisas funcionem com eficiência, de deixar as expectativas claras e de que as pessoas as cumpram. Você mantém a calma sob pressão (alta estabilidade emocional) e é modesto e justo (alta Honestidade-Humildade). As pessoas costumam ver você como alguém em quem se apoiar numa crise e a quem confiar responsabilidades.
Como ESTJ-CM é como amigo
Como cada letra costuma aparecer. Elas descrevem o que os traços são, não resultados de pesquisa.
Você provavelmente tem um círculo amplo e muitas vezes é quem propõe os programas ou apresenta umas pessoas às outras.
Atividades compartilhadas e dar uma mão um ao outro são provavelmente a cola das suas amizades.
Você provavelmente é o amigo que diz o que os outros pensam, e valoriza os amigos que aguentam a franqueza.
Você provavelmente é quem lembra dos aniversários, marca a data e chega na hora.
Você provavelmente é uma presença que dá estabilidade quando seus amigos passam por uma crise.
Você provavelmente trata seus amigos como iguais e é a pessoa a quem eles confiam seus segredos.
Os traços ESTJ na amizade: pesquisa e conselhos práticos
- Pessoas extrovertidas tendem a fazer novos amigos mais rápido e acabam com redes de amizade maiores.[1][2]
- Uma rede grande não garante amizades próximas. Reserve tempo para algumas conversas a dois.
- Num estudo que acompanhou universitários durante 18 meses, a personalidade previu a evolução dos seus relacionamentos mais do que os relacionamentos mudaram a personalidade. A extroversão previu a formação de uma rede de colegas mais ampla.[3]
- Amigos que valorizam a franqueza vão gostar de você. Outros talvez precisem que você suavize a forma.
- Uma amabilidade mais baixa prevê táticas mais destrutivas nos conflitos interpessoais, então a forma como você discorda importa mais do que o fato de discordar.[4]
- Você é o amigo que lembra e que aparece. A confiabilidade é uma base silenciosa da confiança.
- Atividades compartilhadas (esporte, construir coisas, cozinhar) costumam ser a espinha dorsal das suas amizades.
ESTJ-CM com amigos diferentes: pontos de atrito e soluções
Quando você e a outra pessoa estão em lados opostos de uma letra. Sugestões práticas, não resultados de pesquisa.
Um gosta de grupos grandes e o outro de conversas a dois. Alternem os formatos.
Combinem encontros para conversar sobre ideias com atividades concretas.
Um é direto e o outro delicado. O direto pode começar pelo que valoriza.
Um planeja e o outro é espontâneo. Que quem planeja marque a data e o outro escolha a atividade.
O amigo mais estável costuma ser a âncora. Garantam que o apoio vá nas duas direções.
Um é movido por status e o outro é modesto. Evitem que a amizade gire em torno de comparações.
Como os traços de ESTJ-CM se combinam
As notas de combinação colocam lado a lado achados independentes. Não são estudos específicos deste tipo exato.
- Franco, mas justo: você pode ser duro no tom e ao mesmo tempo escrupuloso na ética. Quem conhece você confia em você, mas os desconhecidos talvez só vejam a rispidez.[5]
O que as letras -CM acrescentam a ESTJ na amizade
C = Sereno em Estabilidade emocional, M = Modesto em Honestidade-Humildade. O teste clássico de quatro letras não mede nenhum dos dois, mas ambos importam para a amizade:
- Seus amigos costumam se apoiar em você numa crise. Garanta que o apoio vá nas duas direções.
- As pessoas confiam a você seus segredos e seu julgamento justo, um ingrediente-chave da amizade próxima.
- A Honestidade-Humildade prevê um comportamento justo e cooperativo quando a confiança está em jogo, justamente a confiabilidade de que as amizades vivem.[6]
Quão sólidos são estes achados?
- As quatro letras clássicas correspondem a quatro dos traços dos Cinco Grandes (extroversão, abertura, amabilidade e conscienciosidade), e é por isso que a pesquisa sobre os Cinco Grandes se aplica a elas.[7]
- As relações entre traços e resultados são reais, mas, cada uma isoladamente, modestas: as correlações típicas ficam em torno de 0,10 a 0,30, então os traços inclinam as probabilidades em vez de decidir os resultados. Um grande projeto de replicação reproduziu a maioria das relações testadas, normalmente com efeitos um pouco menores.[8][9]
As linhas sem citação são sugestões práticas ou descrições dos traços, não resultados de pesquisa.
O teste gratuito mede os seis traços em percentis. 62 perguntas, cerca de 8 minutos, sem cadastro.
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Fontes
- Selfhout, M., Burk, W., Branje, S., Denissen, J., van Aken, M., & Meeus, W. (2010). Emerging late adolescent friendship networks and Big Five personality traits: A social network approach. Journal of Personality, 78(2), 509–538.
- Harris, K., & Vazire, S. (2016). On friendship development and the Big Five personality traits. Social and Personality Psychology Compass, 10(11), 647–667.
- Asendorpf, J. B., & Wilpers, S. (1998). Personality effects on social relationships. Journal of Personality and Social Psychology, 74(6), 1531–1544.
- Jensen-Campbell, L. A., & Graziano, W. G. (2001). Agreeableness as a moderator of interpersonal conflict. Journal of Personality, 69(2), 323–362.
- Ashton, M. C., & Lee, K. (2007). Empirical, theoretical, and practical advantages of the HEXACO model of personality structure. Personality and Social Psychology Review, 11(2), 150–166.
- Thielmann, I., Spadaro, G., & Balliet, D. (2020). Personality and prosocial behavior: A theoretical framework and meta-analysis. Psychological Bulletin, 146(1), 30–90.
- McCrae, R. R., & Costa, P. T. (1989). Reinterpreting the Myers-Briggs Type Indicator from the perspective of the five-factor model of personality. Journal of Personality, 57(1), 17–40.
- Soto, C. J. (2019). How replicable are links between personality traits and consequential life outcomes? The Life Outcomes of Personality Replication Project. Psychological Science, 30(5), 711–727.
- Ozer, D. J., & Benet-Martínez, V. (2006). Personality and the prediction of consequential outcomes. Annual Review of Psychology, 57, 401–421.